É comum olhar para o FIES e enxergar apenas risco externo: aluno que não paga, governo que atrasa repasse, política que muda. Mas uma parte significativa da perda de receita ligada ao FIES não vem de fora. Vem de falhas operacionais dentro da própria instituição.

São erros recorrentes, silenciosos e evitáveis. Aqui estão os principais.

1. Aditamento não iniciado pela CPSA no prazo

A Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento é responsável por adotar as providências necessárias aos procedimentos de aditamento dos contratos de financiamento, conforme o art. 28, VII, da Portaria MEC nº 209/2018. Quando esse processo não é iniciado dentro do prazo, a consequência não é apenas burocrática — há jurisprudência consolidada sobre cancelamento de matrícula, bloqueio de acesso ao ambiente virtual e perda de semestre letivo.

2. Falta de orientação adequada ao estudante sobre o aditamento

Não é apenas a CPSA que precisa agir — é a instituição que precisa garantir que o aluno saiba o que fazer. A omissão em orientar adequadamente os alunos beneficiários do FIES constitui descumprimento do dever institucional, resultando em mensalidades inexigíveis durante todo o semestre não aditado.

3. Inconsistências cadastrais entre o sistema da instituição e o SisFies

Divergências entre dados do aluno, do curso ou da mantenedora geram glosas e atrasos de repasse que impactam diretamente o caixa da IES.