No meu primeiro trabalho como gestor no setor financeiro, ouvi uma proposta "genial": reduzir impostos e criar um caixa dois que dificilmente seria descoberto.

A minha resposta foi simples e definitiva:

"O certo é o certo, mesmo que ninguém esteja fazendo."

E a lição ficou para sempre para aquele colaborador, tenho certeza.

Honestidade não é moralismo. É estratégia.

Fraudar balanços engana credores, mas também engana a própria empresa. Distorce bônus, esconde incompetência e destrói a capacidade de decidir bem.

Manipular números fragiliza controles, cria reféns internos e amplia crises.

A visão do longo prazo sempre mostra que está cada vez mais difícil ir por este caminho.

E não é puritanismo, é ética e princípio. Falar e fácil, difícil é sustentar o discurso... Mas no final das contas, as melhores operações são aquelas que a a transparência foi pano de fundo o tempo todo.

Nas negociações de M&A não é diferente, pois a linha que separa a desorganização da má fé é muito tênue.

Para não falir, comece pelo básico: seja honesto com os números, com as pessoas e consigo mesmo.

Honestidade dá menos manchete, mas sustenta empresas no longo prazo.

Think about it!